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Contencioso em saúde: defesa técnica no tempo da urgência
Liminar de cobertura, cobrança de glosa, ação por erro médico. Cada processo exige prova clínica, argumento regulatório e resposta rápida.

Contencioso em saúde é a atuação em processos judiciais e arbitrais do setor: ações de cobertura com pedido liminar, disputas entre operadoras e prestadores, cobrança de glosas, responsabilidade civil de hospitais e clínicas e revisão de contratos. Procure um advogado assim que receber citação, intimação de liminar ou notificação extrajudicial, porque os prazos são curtos.
O contencioso em saúde reúne processos em que o tempo pesa tanto quanto o mérito. Operadoras, hospitais, clínicas, laboratórios e cooperativas enfrentam ações de beneficiários, disputas entre si e demandas indenizatórias, quase sempre com prova técnica complexa.
O cenário mudou nos últimos anos. A Lei 14.454/2022 alterou a Lei 9.656/1998 e fixou critérios para a cobertura fora do rol da ANS. Em 18 de setembro de 2025, no julgamento da ADI 7.265, o STF declarou a lei constitucional e definiu requisitos cumulativos para essa cobertura, como prescrição por profissional habilitado, ausência de alternativa no rol, comprovação científica e registro na ANVISA. Esses parâmetros orientam a defesa e o pedido em cada caso.
Nossa leitura parte da prova. Montamos a defesa com prontuário, parecer técnico, regras contratuais e norma regulatória, e escolhemos a estratégia processual conforme o risco: acordo, defesa até o fim ou recurso aos tribunais superiores.
Quando procurar um advogado
Liminar de cobertura deferida
A decisão manda autorizar tratamento, medicamento ou internação em prazo curto, sob multa diária, e precisa ser cumprida ou contestada imediatamente.
Citação em ação indenizatória
Paciente ou familiar alega falha no atendimento e pede indenização contra hospital, clínica ou profissional.
Glosas sem solução administrativa
O recurso de glosa se esgotou, os valores são relevantes e o prestador precisa decidir se cobra judicialmente.
Disputa sobre rescisão ou reajuste
Operadora e prestador divergem sobre término do contrato, reajuste ou pagamentos pendentes, e a negociação parou.
O que acontece quando se deixa para depois
- Multa diária por descumprimento de liminar, que cresce enquanto a empresa decide o que fazer.
- Revelia ou defesa sem prova técnica, com condenação que poderia ser evitada ou reduzida.
- Prescrição de créditos de glosa que não foram cobrados a tempo.
- Precedentes desfavoráveis que se repetem em outros processos da mesma empresa.
Como conduzimos
Triagem e resposta imediata
Avaliamos a decisão ou a citação, definimos o que cumprir, o que contestar e em que prazo, e orientamos a área operacional.
Construção da prova
Reunimos prontuário, autorizações, contratos e pareceres técnicos, e indicamos assistentes técnicos para as perícias.
Estratégia processual
Definimos teses, pedidos e recursos cabíveis, e avaliamos a viabilidade de acordo sempre que ele atender ao interesse do cliente.
Condução do processo
Acompanhamos audiências, perícias e sustentações, em primeira instância e nos tribunais, com relatórios periódicos ao cliente.
Gestão da carteira
Para empresas com volume de ações, organizamos indicadores, teses padronizadas e alertas de risco por tipo de demanda.
O que você recebe
- Parecer inicial de risco com estratégia e próximos passos
- Defesas, recursos e manifestações com fundamento técnico e regulatório
- Quesitos e acompanhamento de perícias médicas
- Relatórios periódicos do andamento de cada processo
- Painel da carteira com teses recorrentes e pontos de prevenção

Por que o escritório
Contencioso ligado ao regulatório
Usamos a norma da ANS e da ANVISA como prova, e não apenas como citação.
Prova clínica bem traduzida
Transformamos prontuário e literatura técnica em argumento compreensível para o juiz e para o perito.
Prevenção a partir do processo
Cada ação vira aprendizado para contratos, protocolos e atendimento, o que ajuda a reduzir novas demandas.
Situação ilustrativa
Cenário hipotético, apenas ilustrativo. Uma operadora recebe intimação de liminar que determina a cobertura de terapia não prevista no rol, sob multa diária. A equipe jurídica verifica, no mesmo dia, a prescrição, o registro do produto na ANVISA, a existência de alternativa no rol e a evidência científica apresentada, à luz dos critérios fixados pelo STF na ADI 7.265. Com esses elementos, a operadora decide entre cumprir a decisão enquanto apresenta manifestação técnica ou recorrer com fundamento específico. Em paralelo, a área de regulação revisa o fluxo interno de análise dessas solicitações. O desfecho depende do juízo e da prova de cada caso.
Cenário hipotético, apresentado só para ilustrar o método. Cada caso depende dos seus fatos.Perguntas frequentes
O que é contencioso em saúde?
É a atuação em processos judiciais e arbitrais que envolvem operadoras, prestadores, pacientes e fornecedores do setor de saúde. Inclui ações de cobertura, cobrança de glosas, disputas contratuais e responsabilidade civil. A defesa exige domínio da regulação e da prova clínica.
O que o STF decidiu sobre cobertura fora do rol da ANS?
Em 2025, no julgamento da ADI 7.265, o STF manteve a Lei 14.454/2022 e fixou requisitos cumulativos para a cobertura fora do rol. Entre eles estão prescrição por profissional habilitado, ausência de alternativa terapêutica no rol, comprovação científica de eficácia e segurança e registro na ANVISA. A análise é sempre individual.
Como a operadora deve reagir a uma liminar?
Primeiro, cumprir a decisão ou obter a suspensão dentro do prazo fixado, para evitar multa. Em paralelo, a defesa avalia se o caso atende aos requisitos legais e prepara recurso ou manifestação técnica. Cumprir a liminar não impede a discussão do mérito.
Hospital responde por erro de médico do corpo clínico?
Pode responder, conforme o vínculo do médico com o hospital e a natureza da falha. A jurisprudência distingue falhas do serviço hospitalar, como estrutura e enfermagem, de atos exclusivamente médicos. Contratos claros e prontuário completo são a base da defesa.
Glosa pode ser cobrada na Justiça?
Sim, quando o recurso administrativo não resolve ou quando o contrato permite a cobrança direta. O pedido depende de prova do atendimento, da autorização e do faturamento correto. O prazo de prescrição deve ser verificado caso a caso, antes que o crédito se perca.
Vale a pena fazer acordo em processo de saúde?
Às vezes, sim. O acordo faz sentido quando o risco de condenação, o custo do processo e o impacto na relação com o paciente ou o parceiro superam o ganho de litigar. A avaliação é técnica e feita caso a caso, sem abrir mão de teses relevantes para a carteira.
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