Advogado de pensão alimentícia em Recife, com base na renda real
Pensão justa é a que cabe na vida de quem paga e cobre a vida de quem recebe. Trabalhamos com documentos, não com suposições.

Pensão alimentícia é o valor destinado a cobrir as necessidades de filhos, ex-cônjuge ou outros parentes, fixado pelo equilíbrio entre a necessidade de quem recebe e a possibilidade de quem paga (CC, art. 1.694). Procure um advogado para pedir, revisar, cobrar ou encerrar a pensão, sempre com documentos de renda e despesas em mãos.
Quem procura um advogado de pensão alimentícia em Recife quer, quase sempre, uma resposta objetiva: quanto é justo pagar ou receber. A lei não traz um percentual fixo. O valor nasce da análise da necessidade de quem recebe, da possibilidade de quem paga e da proporcionalidade entre as duas, conforme o art. 1.694 do Código Civil.
O tema tem regras próprias e rápidas. A Lei 5.478/1968, conhecida como Lei de Alimentos, permite ao juiz fixar alimentos provisórios logo no início do processo. O Código de Processo Civil prevê a cobrança com protesto e, para as três últimas prestações anteriores à execução e as que vencerem no curso dela, a prisão civil do devedor por 1 a 3 meses (art. 528). E o valor pode ser revisto sempre que mudar a situação financeira de uma das partes (CC, art. 1.699).
Nossa atuação é técnica e documental. Em famílias com empresa, a renda declarada nem sempre revela a capacidade real de pagamento, e o contrário também acontece. Por isso trabalhamos com extratos, pró-labore, distribuição de lucros, padrão de vida e despesas comprovadas, para chegar a um valor que se sustente no tempo.
Quando procurar um advogado
A pensão ainda não foi formalizada
Os valores são pagos por combinação informal, variam de mês a mês e não há documento que permita cobrar ou comprovar o que foi pago.
Mudança relevante de renda ou de despesas
Perda de emprego, venda de empresa, nascimento de outro filho, doença ou troca de escola alteram o equilíbrio que justificou o valor original.
Parcelas atrasadas se acumulando
O devedor paga parcialmente, atrasa com frequência ou simplesmente parou de pagar, e as necessidades da criança não esperam.
Filho chegou à maioridade ou concluiu os estudos
A obrigação não termina sozinha aos 18 anos. É preciso avaliar se ainda há necessidade, como estudos em curso, e pedir a exoneração em juízo quando for o caso.
O que acontece quando se deixa para depois
- Parcelas atrasadas se acumulam e só as mais recentes podem ser cobradas pelo rito da prisão civil, o que torna a cobrança do restante mais lenta.
- Quem paga acima do que pode tende a se endividar, e quem recebe abaixo do necessário compromete a rotina e a educação dos filhos.
- Pagamentos sem comprovante ou feitos fora do que foi fixado podem não ser reconhecidos em uma cobrança futura.
- Parar de pagar por conta própria, mesmo com filho maior de idade, expõe o devedor a execução, protesto e prisão civil, porque a exoneração depende de decisão judicial (Súmula 358 do STJ).
Como conduzimos
Diagnóstico financeiro
Levantamos renda, patrimônio e padrão de vida de quem paga, e as despesas reais de quem recebe, com documentos e, se necessário, pedidos de informação bancária e fiscal ao juiz.
Definição do pedido
Com os dados organizados, definimos se o caso é de fixação, revisão, exoneração ou cobrança, e qual formato faz sentido: percentual sobre a renda, valor fixo ou pagamento direto de despesas.
Tentativa de acordo
Propomos um acordo fundamentado, que pode ser homologado em juízo e passa a valer como título executivo.
Ação e medidas urgentes
Sem acordo, ajuizamos a ação com pedido de alimentos provisórios ou, na cobrança, com protesto, desconto em folha, penhora ou prisão civil, conforme o caso.
Acompanhamento
Monitoramos pagamentos, reajustes e mudanças de circunstância, para revisar o valor no momento certo e evitar novas dívidas.
O que você recebe
- Planilha de necessidades e de capacidade de pagamento, com documentos de apoio
- Parecer sobre a medida adequada: fixação, revisão, exoneração ou execução
- Minuta de acordo de alimentos pronta para homologação judicial
- Petição inicial ou pedido de cumprimento de sentença com cálculo atualizado do débito
- Orientação escrita sobre forma de pagamento, comprovantes e reajuste

Por que o escritório
Renda empresarial sem mistério
Sabemos ler balanço, pró-labore e distribuição de lucros, o que evita pensões calculadas sobre uma renda que não reflete a realidade.
Os dois lados da mesa
Atuamos tanto para quem precisa receber quanto para quem precisa pagar ou revisar, o que nos dá visão realista do que se sustenta em juízo.
Cobrança além da fronteira
Quando o devedor ou o credor vive fora do Brasil, usamos a Convenção da Haia de 2007 sobre cobrança internacional de alimentos (Decreto 9.176/2017) e a cooperação jurídica internacional.
Situação ilustrativa
Cenário hipotético, apenas ilustrativo. Um pai teve a pensão do filho fixada quando era empregado com carteira assinada. Anos depois, abriu uma empresa e passou a receber pró-labore baixo, com a maior parte da renda vinda de lucros. A mãe percebe que o valor já não acompanha as despesas escolares e de saúde. O trabalho começa pela reunião de documentos da empresa e das despesas da criança. Com esse retrato, as partes discutem uma revisão que considere a renda efetiva, com previsão de reajuste e divisão de despesas extraordinárias. Não há resultado garantido: cada revisão depende das provas e da análise do juiz.
Cenário hipotético, apresentado só para ilustrar o método. Cada caso depende dos seus fatos.Perguntas frequentes
Existe um valor padrão de pensão alimentícia?
Não. A ideia de que a pensão é sempre um percentual fixo do salário não tem base na lei; o que existe é o critério de necessidade, possibilidade e proporcionalidade (CC, art. 1.694, §1º). Percentuais aparecem nas decisões como forma de cálculo, e não como regra obrigatória.
Quando procurar um advogado de pensão alimentícia em Recife?
Quando for preciso formalizar a pensão, quando a renda ou as necessidades mudarem, quando houver atraso ou quando o filho atingir a maioridade. Nesses momentos, agir cedo evita dívidas acumuladas e decisões tomadas sem prova.
Como pedir a revisão de pensão?
A revisão de pensão é pedida em juízo quando muda a situação financeira de quem paga ou de quem recebe (CC, art. 1.699). É preciso provar a mudança com documentos, como perda de renda, nova família ou aumento de despesas. Enquanto não houver decisão, o valor anterior continua devido.
O que acontece se a pensão atrasar?
O credor pode cobrar judicialmente as parcelas vencidas. Para as três últimas prestações anteriores à execução e as que vencerem durante o processo, a lei permite a prisão civil do devedor por 1 a 3 meses, em regime fechado (CPC, art. 528). As parcelas mais antigas são cobradas por penhora de bens, e a decisão pode ser levada a protesto.
A pensão acaba quando o filho faz 18 anos?
Não automaticamente. A exoneração depende de decisão judicial, com oportunidade de manifestação do filho (Súmula 358 do STJ), e a pensão pode continuar se ele ainda precisar, por exemplo por estar estudando. Parar de pagar sem decisão expõe o devedor à cobrança.
Ex-cônjuge tem direito a pensão?
Pode ter, mas é exceção. A pensão entre ex-cônjuges depende de necessidade comprovada e, segundo a jurisprudência do STJ, costuma ser temporária, pelo tempo necessário para a pessoa se recolocar. Quando há dependência econômica duradoura, como idade avançada ou doença, pode ser fixada sem prazo.
Assuntos relacionados
Outros assuntos desta área
Precisa fixar, revisar ou cobrar uma pensão?
Traga os documentos que tiver para uma conversa reservada. Mostramos o que eles indicam e qual é o próximo passo.